terça-feira, 27 de abril de 2010

Esperando um sinal de criação...

Entro nas folhas outonais do pátio,
com a mesma esperteza daqueles que já nasceram mortos.

Não nos cabe mais a aurora, nem os cantos matinais.

O momento exige fôlego e disciplina,
como só os lagartos podem ter.

Rastejemos a procura de anzol,
que o raiar da lua, ainda está no mar.

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