quarta-feira, 28 de abril de 2010

forró universitário

foi lá pras banda
do interior do mato
onde eu vi um morro grande
co'a floresta virá pasto

e uma pedra
que era muito inteligente
foi quem contou todo causo
como tudo assucedeu

pois era pedra
e vivia longas vidas
muito mais do que um dia
cê podia imaginá

porque a gente
pensa que pedra é parada
mas tem pedra que é alada
como é eu
como é você

pedra é só corpo
homem é pedra alma e cor
pedra é só corpo
homem é pedra alma e cor

Dancinha de criança

dança dança palavrinha
sob a luz da imensidão
pro compasso dessa valsa
forte e fraco faz o som

sete passos tem a dança
uns pra lá outros pra cá
redondilha redondinha
faz o corpo balançar

não precisa ter vergonha
da toada infantil
quem não teve a experiência
de testar tamanho ardil?

redondilha redondinha
presente dos lusitanos
como pode a bonitinha
ser tão ágil nesse canto?


* é preciso compartilhar que, praticamente, todo o poeminha me acabou o sono...
despertar rotineiramente para o banheiro não foi nada.

e eu,
eu não
essa é outra bagagem...

* mas, depois eu dormi.

terça-feira, 27 de abril de 2010

Esperando um sinal de criação...

Entro nas folhas outonais do pátio,
com a mesma esperteza daqueles que já nasceram mortos.

Não nos cabe mais a aurora, nem os cantos matinais.

O momento exige fôlego e disciplina,
como só os lagartos podem ter.

Rastejemos a procura de anzol,
que o raiar da lua, ainda está no mar.