quarta-feira, 9 de setembro de 2009

Pincel

De todas as vidas que me estufam
a que me faz árvore veio logo na infância.

Busco um rio que não sei donde, nem porque,
e sigo a correnteza sem perceber.

Quando margeio as beiradas da lua
pingo de céu em céu
azuleijos azuis.

****

Sou mais de mim quando me desesqueço.

3 comentários:

  1. siga essa correnteza

    desesqueça querida minha

    ResponderExcluir
  2. dedê riacho alegre e de repente uma fantástica e criativa curva inesperada...
    Sempre me intriguei com o rio, também me sinto um. Tudo acontece agora, já aconteceu tanta coisa..e lá está o rio da "Água limpa" em minas, lugar em que pisei aos 6 anos de idade. A água corre lá desde de sempre,sem parar, aconteça o que acontecer... incrível isso...

    ResponderExcluir
  3. As arvres somos nozes... enraizadas, subindo em direção ao infinito, sombreando o que precisa de sombra.

    Lindo escrito.

    ResponderExcluir